Sargento da MARINHA mata dois criminosos. A questão do porte de arma para graduados.

Aptos a utilizar o armamento e extremamente ponderados em suas ações, essa é a regra entre os militares profissionais das Forças Armadas.

O sargento da Marinha, cujo nome será aqui preservado, que em São Gonçalo foi interceptado por assaltantes que levaram sua motocicleta, agiu exatamente como deveria. Zelando por sua segurança e dos populares que passavam pelo local ele preferiu não sacar sua arma. Contudo, depois que se afastou do local, dois assaltantes do bando passaram a lhe perseguir em um automóvel e depois que lhe apontaram um fuzil acabaram mortos.

No momento em que percebeu que poderiam lhe alvejar, o militar rapidamente sacou sua pistola e efetuou dois disparos apenas. Foi o suficiente para eliminar a dupla de maus elementos.

sargento reagiu marinhaAté aí tudo certo. Contudo, nas redes sociais da comunidade de segurança pública do Rio de Janeiro logo surgiu uma informação preocupante. Mensagens diziam que o sargento, horas depois do incidente, estaria ainda na delegacia, em maus lençóis porque ainda que a arma fosse de sua propriedade, seria enquadrado poque certamente não teria o porte.

Os próprios policiais militares que conversavam sobre o assunto se mostravam preocupados com a questão. “Como pode um militar sem porte?” Perguntava um deles.

Outras informações, de fonte confiável, chegaram um pouco depois. Fomos informados que o Comandante da Força de Submarinos, diante da ação totalmente legal do militar, ofereceu a assistência jurídica e determinou que um oficial e um suboficial permanecessem todo o tempo com o sargento. Quem serviu na ForSub/BACS sabe que esse apoio realmente é algo concreto.

Segundo informou-se, o sargento foi enquadrado por uso indevido de arma de fogo, com atenuantes como legitima defesa etc.

Desde que os militares das Forças Armadas começaram a participar de ações de combate a criminalidade passaram a ser percebidos pelos marginais como inimigos em potencial, para os bandidos os militares e os policiais agora são a mesma coisa, e isso nos coloca em situação perigosa.

Ainda que exista relativa facilidade para aquisição de armamento, a concessão do porte de arma não é automática para graduados. Muitos militares comentam que oficiais técnicos (e até temporários) com apenas meses de caserna e algumas dezenas de tiros de familiarização com 9 mm já recebem o porte de armas. Alega-se que isso é extremamente incoerente.

Os graduados, militares de carreira, não são confiáveis?

Mesmo para militares antigos, como sargentos e subtenentes com mais de 20 anos de caserna, a burocracia é extremamente difícil de ser vencida. Paradoxalmente, nas forças auxiliares o porte é automático para policiais e bombeiros, o que é o correto.

Os próprios comandos militares divergem quanto a essa questão e, aparentemente, ainda não se movimentaram para reparar a situação no que diz respeito a essa situação.

Robson A.DSilva – Revista Sociedade Militar

 

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