Revolta popular em Humaitá – Ainda não foi possível definir o que aconteceu realmente

A versão oficial diz que supostos garimpeiros ou garimpeiros que estariam “ilegais” atearam fogo a imoveis e veículos em represália contra incêndio em balsas atribuído À órgãos públicos sediados em Humaitá, no AMAZONAS. Jornais locais, seguindo o discurso das autoridades, colocam em dúvida se os incendiários eram mesmo garimpeiros ou se tratava-se de um grupo isolado de fora-da-lei. A fotografia acima, segundo nos foi informado, mostra um grupo grande de pessoas se deslocando em direção à sede do Instituto Chico Mendes, que foi incendiada. A imagem abaixo mostra um grupo de policiais apenas observando a turba destruir instituição pública.

Moradores contam que garimpeiros acreditam que o Ibama e o ICMbio são os culpados pelo incêndio que queimou dezenas de embarcações com os pertences familiares e instrumentos de trabalho de garimpeiros locais..

Quem é militar e operou na Amazônia sabe muito bem que a atividade de garimpo é exercida EVENTUALMENTE por muita gente há muito tempo. Isso chega a ser tradicional em alguns locais. Portanto, quando moradores acreditam que as autoridade agem sistematicamente para proibir ou prejudicar seu “ganha-pão”, é coerente crer que se trata de uma verdadeira revolta popular. É obvio que vandalismo é crime, mas não vemos coerência quando se fala em grupo  organizado. Tudo indica que foi uma malta, uma turba formada e unida pela circunstância.

A população local, em áudios distribuídos pelas redes sociais, mantém um discurso que dá a ideia de que ocorreu mesmo uma espécie de revolta popular, com centenas de participantes. Um morador conta que policiais preferiram não agir para evitar um “mau maior”, devido ao grande número de pessoas que se deslocavam sempre juntos para incendiar os órgãos públicos.

Nesse sábado, 28 de outubro, uma embarcação que pertence ao Instituto Chico Mendes foi incendiada.

Analisando os dados que chegam é cada vez mais difícil crer que se trata de um grupo isolado de criminosos.

Revista Sociedade Militar

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