Raul Jungmann diz que ministros vão se revezar no RJ durante permanência das Forças Armadas

Em entrevista no CBN Rio, o responsável pela pasta da Defesa disse que o rodízio foi uma determinação do presidente Michel Temer para assegurar as operações. O ministro também afirmou que, nos próximos dias, um decreto de Garantia da Lei e da Ordem deve ser editado para legitimar a permanência das Forças Armadas no estado. Jungmann avaliou que há dois problemas no Rio: ‘a criminalidade e aquela parte do estado que foi capturada pelo crime’
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou, em entrevista ao CBN Rio, que o presidente Michel Temer determinou que ele e os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, estejam permanentemente em rodízio no Rio de Janeiro para assegurar o funcionamento das ações de segurança. Ele revelou que virá ao estado esta semana para esclarecer o que espera receber de colaboração das autoridades.
“Já esta semana devo ir ao Rio para ver como estão rodando os preparativos, para dar uma explicação à sociedade e às autoridades sobre como vamos atuar e dizer o que esperamos de colaboração.”
Raul Jungmann afirmou que o crime está impregnado no poder público em várias esferas do Estado. Ele avaliou que, no Rio de Janeiro, há cerca de 800 comunidades que dominam territórios e, por isso, têm condições de eleger seus representantes.
Ouça a entrevista na íntegra:
“O Rio de Janeiro tem dois problemas: a criminalidade e aquela parte do estado que foi capturada pelo crime.”
O ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas vão começar a atuar muito em breve no estado, mas não divulgou o início das ações. Segundo ele, é preciso utilizar o ‘elemento surpresa’ para golpear a criminalidade.
“As ações acontecerão quando houver operações da polícia. Em outros momentos, ela se deslocará para outro lugar. Em outros momentos, haverá patrulhamento quando se fizer necessário. É um mix de ações voltado apara atingir e reduzir a capacidade operacional da criminalidade. É isso que vira o jogo”.
O ministro também disse que, nos próximos dias, deve ser editado um decreto do presidente Michel Temer para dar legitimidade à ação das Forças Armadas. Jungmann ainda afirmou que as operações serão baseadas em informações de inteligência, com o intuito de desestruturar as quadrilhas. O ministro afirmou que haverá sequência de operações integradas entre as polícias com apoio do exército até o fim de 2018. No entanto, não haverá anúncio do tempo de cada ação, como ocorreu em grandes eventos.
O ministro lembrou que, apenas nas Olimpíadas, o custo para a transferência de 23 mil homens foi de R$ 3 bilhões. Raul Jungmann chamou esse tipo de operação, com data para início e fim, como ‘férias para bandido’. Por isso, ele afirmou que é preciso saber onde está o comando do crime para, de fato, ter condição de reduzir a criminalidade.
CBN/montedo.com

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