Proposta de INTERVENÇÃO MILITAR cresce na medida em que surge um escândalo por dia

Nas paradas militares desse 7 de setembro percebeu-se um aumento no número de faixas e cartazes solicitando intervenção militar. Nessa sexta-feira as notícias veiculadas nos resultados do google mostraram nada menos que três notas sobre pedidos de intervenção militar.

Diante da cada vez maior convicção de que todos os políticos – salvo raríssimas exceções – estão envolvidos em escândalos de corrupção e da desconfiança que membros do próprio Supremo Tribunal Federal possam concorrer para a inimputabilidade de políticos corruptos, como LULA, cada vez maior número de pessoas se junta ao coral dos que preferem que tudo comece de novo, que seja dado um “RESET no Brasil”, como diz o líder do Pesadelo dos Políticos, um dos maiores grupos intervencionistas que atua em todo o país.

Uma das faixas exibidas nesse dia da pátria dizia, bem em frente ao palanque das autoridades militares em Manaus, “Façam o que precisa ser feito, os políticos não nos representam mais.”

Embora o comandante do EXÉRCITO tenha se referido aos intervencionistas como tresloucados, em reuniões de militares percebe-se que a ideia da chamada intervenção aos poucos ganha apoiadores entre os membros das FORÇAS ARMADAS. Em reunião direcionada a políticos ligados às forças armadas, realizada em 2 de setembro no RIO DE JANEIRO, a menção à intervenção militar arrancou brados de apoio da platéia reunida.

General José Luis Dias Freitas, questionado sobre os pedidos de intervenção durante o desfile militar, disse: “Nós praticamos valores que a sociedade se vê tão carente em determinados lugares, vêm as forças armadas como reserva desses valores, identificam as forças armadas como instituição que poderia mudar alguma coisa. Nós vemos o seguinte: querem alguém que pratique os valores que nós praticamos e por isso temos a aceitação de 83% da sociedade”.

O fato do general tentar “desconversar” e falar que o que se deseja é apenas a aplicação dos valores militares é compreensível, pois sabe-se que o alto comando é taxativamente contra a ideia. O próprio comandante do EB em alguns momentos disse que os intervencionistas não pedem realmente uma intervenção, que pediriam apenas o “retorno dos valores”. Mas, quem acompanha realmente o crescimento do movimento militarista sabe que desejam que as Forças Armadas literalmente entrem em ação e retirem de cena a classe política corrupta, devolvendo o controle do país para civis com conduta ilibada.

As consequências e desdobramentos são imprevisíveis e, segundo militares de alta patente, uma intromissão na política poderia levar o país ao caos generalizado e até à divisão da nação. Quem está em posição de decidir tem que levar em consideração todas as possibilidades e optar pelo que é melhor para o país nesse momento.

Revista Sociedade Militar

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