Não se iludam com aplausos de intervenção do EB.

Homens do Exército circulam na Washington Luis. - Cléber Júnior / Agência O Globo

POR:  CARLOS ALBERTO BASTOS MOREIRA – CEL. DO EXÉRCITO

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruimos o inimigo práticamente de maneira total, pelo emprego de nossas armas e poder de fogo.

Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo.
Estão nos colocando (e a nosso potencial humano combatente) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto.

Qualquer militar que atirar e que matar, vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balistico.

Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.

Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por principios de emprego.

O policial atira se a voz de prisão não for respeitada.

O Exército é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda. Somos totalmente diferente, e se não for assim, não funciona e só desmoraliza.

Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem.
Nós somos profissionais do aniquilamento, embora muitos tenham perdido a noção desse conceito.

Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais…. largados numa arena e tendo um braço amarrado.

Não se esqueçam ou por isso me critiquem, repetindo: nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial já se fez totalmente sentido.

Não somos policia. Policia é coisa especializada.

Nos somos o caos,
a guerra.
Temo a desmoralização… as armas recolhidas para balistica pelos direitos humanos, etc, etc…

Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes( como já aconteceu no Alemão )…temo a proximidade de conversas com o inimigo, temo mais um escândalo.

Tanto é assim que no nosso manual de guerra está escrito: “é terminantemente PROIBIDO entabolar conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas “.

Como fazer isso sem que a ” justiça” não condene o guerreiro, que segue o manual.

Eu gosto de soldados…
E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exército, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra. Mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.

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