IRRITADO com menções a INTERVENÇÃO MILITAR até pela ESQUERDA, GENERAL perde a linha e NOVAMENTE fala mau de MILITARISTAS

Sabemos que a maior parte dos intervencionistas se limita a fazer o que é permitido por lei, divulgam a sua posição e lutam para angariar adeptos para sua causa. É inegável que eles são insistentes, acampam por período incrivelmente longo em frente a quartéis e enchem as caixas de emails de generais e sites militares com seus pedidos de intervenção militar.

Contudo, infelizmente, alguns se equiparam mesmo a esquerda, que dizem combater. Alguns criaram REDES ONLINE com base em informações falsas, marcando datas para intervenção militar – (foram dezenas de datas marcadas ao longo dos últimos 3 anos); outros dizem que mantém contatos com militares do alto comando, até chegaram ao cumulo de “convocar a reserva” para se manifestar em Brasília, como se tivessem esse direito. Um outro grupo, mais radical, até fez um cadastro de voluntários e suas especialidades para que sejam utilizados pelas forças armadas quando “ocorrer a intervenção militar”.

No BRASIL de hoje é permitido fazer apologia a praticamente qualquer coisa. Nunca se ouviu, por exemplo, um comandante da ativa dizendo que os que marcham pela liberação da maconha são LOUCOS, ou que esquerdistas fanáticos que falam em atear fogo no país ou chamam o atual presidente de GOLPISTA são vivandeiras.

É fato que a sociedade aos poucos perde o resto de fé que possui e acaba abraçando a única opção que lhes é apresentada e acaba interpretando essa “intervenção militar” como se fosse algo mágico e que num passe de mágica os militares pudessem acabar com toda a corrupção do país e enviar os corruptos para uma ilha bem distante.

Como mencionado pela Revista Sociedade Militar, até  em textos publicados pelo CLUBE MILITAR percebe-se apologia a chamada intervenção militar. Em um dos textos encontrados no site do clube, de autoria de Armando Bartolomeu de Souza, que se identifica como integrante da Central de Coordenação e Apoio de Intervencionistas (CCI), o autor apresenta a intervenção como última opção para salvar o país.

“… Não resta dúvida sobre o patriotismo, o preparo e a bravura das Forças Armadas. Rezemos apenas para que essa Intervenção Constitucional Militar não seja necessária. Mas se for, que os nossos militares não demorem a intervir, pois cada instante de atraso significará perdas irreparáveis para o Brasil e para cada um dos brasileiros.”

Não acreditamos que o comandante do EXÉRCITO, sempre tão ponderado, perderia a linha sem uma motivação maior do que ser assediado por intervencionistas ou ouvir na TV um grupo mais radical pedindo um general no CONGRESSO NACIONAL. Ou essa conclusão só veio depois que a esquerda disse que as condições estão desenhadas para ocorrer a INTERVENÇÃO?

condições para uma intervenção militar

Alguns poderiam interpretar a frase do general como uma indicação de que a coisa está prestes a explodir?

“Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia”

Se o comandante diz que é preciso tomar cuidado com esse grupo isso significa que estarão a partir de agora sendo acompanhados de perto?

Como já reiteramos aqui, a maioria dos militares com um pouco mais de consciência sabe que em nosso país uma guerra intestina pode durar até mais de uma década. Muita gente poderia morrer, sem contar o atraso que isso nos causaria. Sabemos que isso é tudo que deseja uma multidão de esquerdistas fanáticos, incluindo alguns daqueles que foram derrotados no passado. Para eles, em fim de “vida util”, viria a calhar, não perderiam a oportunidade de se consagrar definitivamente como heróis da “democracia”.

Nesse país estamos acostumados a ver as lideranças de esquerda comparecer ao Planalto para que autoridades lhes peçam colaboração ou lhes explique o que deve acontecer. Villas Bôas diz que a coisa é seria, que até já avisou MICHEL TEMER que o movimento pode crescer e “desencadear uma reação em cadeia”.

Seriam os intervencionistas loucos mesmo? Até que ponto alguém tem o direito de chamar de tresloucados esse grupo na medida em que militares de alta patente, como o presidente do Clube MILITAR publica textos que lhes pode dar a entender que as Forças Armadas poderão agir sim a pedido do povo? Vejam um extrato do texto de hoje do clube dos oficiais do Exército, presidido por um General.

” O que mais ansiamos hoje é que esses irresponsáveis, do alto de sua ambição desmedida, num rasgo de consciência, lembrem-se que a um povo não pode ser negada a chance de uma saída para suas dificuldades. Acuá-lo pode ser muito perigoso. Ao menos permitam que resolva seus problemas por si só. Deixem espaço para que haja escoamento. Do contrário o caminho será aberto à força. Com todas as consequências.

Portanto, não basta falar mal dos militantes pró-intervenção, na verdade isso pode acabar os atiçando mais ou fazendo com que interpretem mais uma vez de forma equivocada as palavras ditas pelos generais.

A situação é crítica sim. Contudo, se os comandantes militares têm a certeza de que as coisas serão resolvidas da forma convencional, é necessário avaliar se não seria de bom tom que as lideranças intervencionistas sejam convocadas ao Palácio do Planalto ou Ministério da Defesa e que lhes seja explicado realmente o que diz a nossa legislação sobre as atribuições das Forças Armadas e a total impossibilidade dessas intervirem.

Veja aqui: As consequencias de uma INTERVENÇÃO MILITAR

Revista Sociedade Militar

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