Investimentos das Forças Armadas tornam o Brasil uma potência olímpica

Atletas de alto rendimento dão resultado imediato e ajudam a transformar o esporte do país
Rio – A transformação do Brasil em potência olímpica passa pelas Forças Armadas. Desde a criação do Programa Atletas de Alto Rendimento, do Ministério da Defesa, o País começou a ascender no quadro de medalhas das principais competições. E os resultados apareceram logo no grande evento seguinte à sua implantação: o 1º lugar nos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio.
“O Brasil tinha participações sem importância. A melhor classificação tinha sido um 16º lugar. Mas, em média, ficávamos entre o 30º ou 33º em 100 países”, lembra o brigadeiro Carlos Augusto do Amaral, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa.
A mudança veio com o início do ciclo de grandes eventos esportivos no Brasil. A partir do Pan de 2007, o País conquistou o direito de sediar os Jogos Militares (2011), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). Com esse ambiente, o Ministério da Defesa se juntou ao Ministério dos Esportes, ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), federações e confederações para elaborar um programa de atletas de alto rendimento.
“Fomos estudar outros países e vimos que, entre os dez primeiros colocados, oito tinham programas de alto rendimento com atletas militares”, explica o brigadeiro Amaral. Segundo ele, países como França, Itália e Alemanha tinham estrutura semelhante ao que existe no Brasil.
Já em 2008 foi publicado o edital para os atletas interessados em integrar as Forças Armadas. “Aí nasceu o Programa”, lembra o brigadeiro, exaltando o amadurecimento até os dias de hoje. “Houve um salto de qualidade mensurável. O Ministério da Defesa já autorizou a continuação do Programa para que o Brasil continue sendo uma potência olímpica”, diz, orgulhoso.
No Pan de Toronto, no ano passado, os atletas militares subiram 67 vezes ao pódio (20 medalhas de ouro, 18 de prata e 29 de bronze). Ou seja: quase metade das medalhas obtidas pela delegação brasileira no Canadá (141).
E nos Jogos Militares da Coreia do Sul, também no ano passado, o Brasil levou 282 atletas. Foram 84 medalhas (34 de ouro, 26 de prata e 24 de bronze) e o segundo lugar no quadro de medalhas.
DESPESAS DE R$15 MILHÕES COM SALÁRIOS
O Ministério da Defesa investe aproximadamente R$ 15 milhões em salários para os atletas de alto rendimento. Os direitos salariais e todos os outros são os mesmos dos demais militares em serviço ativo. Por exemplo, a remuneração líquida do terceiro-sargento temporário é de aproximadamente R$ 3,2 mil mensais.
A Lei do Serviço Militar permite o tempo máximo de oito anos para os quadros temporários. Os atletas ingressam nas Forças Armadas por meio de edital que indica as vagas conforme as modalidades. Os currículos são avaliados de acordo com os índices previstos no edital.
A maioria entra como terceiro-sargento. A escolaridade é levada em conta e alguns podem entrar como soldados. Uma das grandes vantagens do Programa é a utilização das instalações esportivas das unidades militares para treinamento de atletas e equipes.
O DIA/montedo.com

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