Foco das Forças Armadas no Rio são fuzis, comando do crime e dinheiro

Brazilian Defence Minister Raul Jungmann gives a press conference after an aerial inspection of the Olympic venues, at the Army Defense Command Sector (CDS) in Deodoro, near the Olympic Village, in Rio de Janeiro, Brazil, on July 21, 2016. Brazilian police have arrested 10 members of an "amateur" would-be terrorist group that expressed loyalty to the Islamic State organization and was targeting the upcoming Olympics, officials said Thursday. / AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA

7 de agosto de 2017

Foco das Forças Armadas no Rio são fuzis, comando do crime e dinheiro

O ministro da Defesa prometeu boas notícias “muito em breve”

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirma que o foco inicial das Forças Armadas no combate ao crime no Rio serão armas, especialmente fuzis, comando do crime e dinheiro. Ao Estado, ele afirma que, com uma semana de operação, é impossível dizer quando os indicadores de violência cairão. Promete, porém, boas notícias “muito em breve”. A seguir, um resumo dos principais trechos da conversa:
Como o senhora avalia a primeira semana da operação das Forças Armadas no Rio e os números da violência?
Sobre os números, quem os tem é a Secretaria de Segurança do Rio Ademais, uma semana é insuficiente para medir tendências e/ou resultados.
Em quanto tempo o senhor acha que dá para ver um resultado prático?
As ações serão variadas e não obedecerão a uma rotina. Serão múltiplas as formas, os meios e os métodos. As Forças Armadas atuarão em apoio, não no combate ao crime, que é tarefa das polícias. Nosso foco inicial são as armas, em especial, fuzis.
Como será dado esse foco? Nas operações da PRF nas fronteiras?
Dizer, com uma semana (de operação), quando os índices cairão é uma previsão impossível, no momento. Os focos serão armas/fuzis, comando do crime e recursos financeiros.
Nestes primeiros dias em que a Força estava nas ruas, pensávamos que a ação militar inibiria criminosos, o que a população anseia mais
(A população) Anseia (a ação militar que) e inibe (o crime). Mas ela não reduz a capacidade operacional do crime. Entramos, eles tiram férias, a população é “anestesiada”. Saímos – não é possível ter tropa nas ruas indefinidamente, além do custo altíssimo -, e eles voltam, muitas vezes mais ferozes. Tropa na rua inibe, jamais golpeia o crime.
O senhor que deixar algum recado para a população do Rio?
As ações e os resultados virão, muito em breve. Nunca prometemos soluções mágicas, mas trabalho duro e continuado. Inteligência, polícia, militares e ação social estão trabalhando integradamente neste momento. Muito em breve teremos boas noticias.

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