Exército apreende ouro e armas em operação que achou ‘cidade’ de garimpeiros

Cidade em meio a selva amazônica foi descoberta durante operação do Exército Brasileiro (Foto: Exército/Divulgação)
Ação Curare VIII terminou nesta quarta-feira (12) e teve números divulgados.

Encerrada nesta quarta-feira (12), a operação Curare VIII do Exército em Roraima resultou na apreensão de 8.750 mil litros de combustível, ouro, balsas de garimpo ilegal, armas e munição, além de outros itens usados para garimpagem em uma reserva indígena do estado.

De acordo com a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, os itens foram apreendidos no garimpo irregular descoberto na Terra Yanomami onde viviam cerca de 1000 pessoas. O local era praticamente uma cidade no meio da selva e tinha mini-mercados, casas e até um salão de beleza improvisado. A extração ilegal de ouro na região rendia aproximadamente R$ 8 milhões por semana.

Dentre os principais materiais apreendidos no garimpo ilegal também estão motores para extração de ouro, geradores de energia, armas, munições, baterias, quadriciclos, motocicleta e telefone satelital. Cerca de 58g de ouro também foram achados no local. Ninguém foi preso.

Foi durante a missão da Curare VIII que um avião fretado pelo Exército caiu deixando quatro mortos: um piloto da Paramazônia Táxi Aéreo, empresa dona do monomotor, e três servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma pessoa sobreviveu.

De acordo com o Exército, a operação iniciada no final de junho incluiu também patrulhamento nas faixas de fronteira, bloqueios nas estradas, além de patrulhamento e bloqueio nos rios do estado.

Local onde funcionava garimpo no interior da TIY (Foto: Exército Brasileiro/Divulgação)

Fora da área de garimpo, a Curare VIII também registrou apreensão de maconha, itens contrabandeados como cigarros, bolsas, adesivos, roupas, alimentos e um veículo. Boa parte desses itens estavam com um chinês detido na BR-174 ao Norte do estado.

A ação também levou atendimentos de saúde às comunidades indígenas. O Exército fez 1.634 atendimentos médicos e odontológicos por meio de Ações Cívico Sociais (Aciso).

Garimpo provocou degradação de terras na reserva Yanomami (Foto: Exército/Divulgação)

A operação contou com o auxílio da Força Aérea Brasileira, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Receita Federal do Brasil, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público de Roraima, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, Agência Brasileira de Inteligência , Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Militar do Estado de Roraima, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Serviço Social do Comércio, Serviço Social da Indústria, Secretaria de Saúde do Estado de Roraima e Secretaria de Educação do Estado de Roraima.

Fonte: G/1

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