É PRECISO DAR UM BASTA NA VIOLÊNCIA

por: Aluizo da Silva.

A onda de violência em  Guajará-Mirim tem crescido, nos últimos tempos, na mesma proporção das necessidades da população. Sinal dos tempos? Vai longe a época em que se podia viver com tranquilidade, sair com a família, passear nas praças, etc. etc. Nos dias de hoje vive-se em constante intranquilidade, em sobressalto permanente.

Fala-se em providências, em reuniões,  em medidas para se combater a violência, mas não se vê nenhum resultado positivo. Já houve, inclusive, pouco tempo atrás, uma das tantas Audiências Públicas que tanto se realizam nesse País e a nenhum resultado concreto se chega.  Na ocasião, o plenário da Câmara de Vereadores lotou. Discursos, apresentação de dados, etc.etc. e qual o resultado alcançado? Nenhum.

Todos os dias se assiste nos telejornais brasileiros casos de roubos, assaltos, sequestros, assassinatos e demais casos de violência que são cometidos contra o indefeso cidadão brasileiro. Lê-se também nos jornais impressos, no jornais eletrônicos, em revistas, e ouve-se pelo rádio casos dessa natureza. E o que faz o governo brasileiro, o Congresso Nacional a Justiça? Quase sempre se criam leis para favorecer os bandidos e não para proteger o cidadão de bem. Diariamente famílias choram a perda de entes queridos vitimados pela violência. Até quando?

Por ser um País eminentemente cristão, o Brasil não tem a pena de morte, coisa que já é reivindicada por muita gente que, diante da impunidade reinante, as vezes se reúne em grupo e passa a fazer justiça com as próprias mãos em vários locais do País.

O problema é que a pena de morte, em países com grande desigualdade, costuma recair sobre pessoas de classes sociais mais baixas. E como se trata de uma pena irreversível, há o temor de se condenar inocentes. Ademais, todos tem o direito de reinserção em um sistema que deverá ser restaurativo e não punitivo.

O homem só respeita aquilo que ele teme. Lamentavelmente, os valores morais estão em  queda no Brasil, mas a racionalidade deve prevalecer.

Está cada dia mais difícil conviver com a violência, especialmente aqui em Guajará-Mirim que, de conhecida cidade ordeira e pacata, passou a ser conhecida ultimamente como terra corredor de passagem de drogas, de veículos roubados e de assaltos a qualquer hora do dia ou da noite. E quando a polícia consegue prender o meliante, no mesmo dia – ou no dia seguinte-  ele está solto e rindo da cara de quem ele assaltou e da própria polícia que o prendeu. Será que as autoridades não veem que essa situação não pode continuar assim? ´É demais para o nosso povo.

Governantes e políticos devem se unir na busca de uma solução para tão angustiante problema. Todas as forças policiais devem ser mobilizadas para combater a violência reinante no município. Erram aqueles que imaginam poder enganar todo tempo a todos. Talvez por isso os mais antigos dizem: “Que saudade do tempo do Capitão Alípio!”.

AUTOR: ALUIZIO DA SILVA

*Bacharel em Administração e Jornalista. Membro fundador da AGL

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