Dirceu diz que General VILLAS BÔAS escorregou ao APOIAR MOURÃO e que GENERAIS são entreguistas e futuros candidatos.

Condenado por corrupção, José Dirceu está decrescendo em status. Mas, para um bom número de pessoas, sobretudo militantes de esquerda mais antigos, é ainda voz a ser ouvida com atenção. O ex-chefe da casa civil resolveu fazer coro com parte da imprensa de esquerda e disparou nessa segunda-feira sua metralhadora verborrágica contra líderes das Forças Armadas brasileiras. Em seu texto foram mencionados o General Villas Bôas, atual Comandante do Exército, os generais Mourão e Heleno (R1).

Depois de dizer que Bolsonaro é violento, homofóbico, anti-comunista e que é prejudicial ao parlamento, José Dirceu diz que caminha-se para  “novos candidatos e atores políticos oriundos da caserna”. É um malabarismo de palavras para induzir o leitor a crer que candidatos militares seriam violentos, homofóbicos e machistas, adjetivos usados contra Bolsonaro.

MOURÃO e HELENO, ao contrário do que DIRCEU diz, não deram sinais de que devem ser candidatos. Os dois até já negaram essa possibilidade. Contudo, há militares que pretendem concorrer em 2018, vários oficiais e praças. Como cidadãos têm esse direito. E nos parece que a sociedade anseia por homens e mulheres com conduta ilibada e desligados da política suja que hoje conhecemos.

Vejam a fala de DIRCEU: “… Agora, caminhamos para ter novos candidatos e atores políticos oriundos da caserna. Destacam-se Mourão e Heleno, ambos generais como o comandante Villas Bôas, que depois de uma fala no Senado – quando expôs um projeto de desenvolvimento nacional, natural em se tratando das Forças Armadas, dos militares – escorregou ao, na prática, apoiar a fala de Mourão favorável à intervenção militar, nome medroso para golpe e ditadura militar.”

O petista diz ainda que se MILITARES não defenderem um projeto de nação não passam de mera guarda pretoriana de facções que disputam o poder.

“ … Que sentido teriam as Forças Armadas brasileiras se não defendessem um projeto de nação, de desenvolvimento, a soberania nacional, o pré-sal, a Amazônia, a Amazônia Azul, a indústria de defesa nacional, nossas fronteiras, nosso papel na América do Sul? Nenhum! Seriam apenas polícias a serviço de facções que detêm ou disputam o poder”, diz.

Interessante o uso da palavra facção por DIRCEU em referência àqueles que disputam o poder justamente nesse momento em que seu partido luta obstinadamente para se apoderar novamente do Palácio do Planalto. Quanto ao citado projeto de nação, ao contrário do que diz, isso sempre foi defendido pelos militares, que buscam obstinadamente desvinculá-lo de partidos ou ideologias. Há sempre por parte dos militares o esforço para que um projeto de crescimento do país, disseminação de valores morais, patriotismo, camaradagem e culto aos símbolos nacionais cresça dentro de cada um dos brasileiros.

Quando ao incentivo ao crescimento da industria de defesa nacional basta citar algumas ações dos militares nos últimos meses. Elas falam por si.

Dirceu diz ainda: “Só mesmo ingênuos ou cegos poderiam acreditar que não haveria politização das Forças Armadas no quadro de decomposição do Congresso…

Não há politização nas Forças Armadas. Diferente do que ocorre em país vizinho com líder endeusado pela intelligentsia petista, as FA brasileiras permanecem como instituições de ESTADO e com eficazes mecanismos de proteção contra a chamada politização, no sentido que Dirceu usa. Graças a isso conseguiu-se frear projetos hediondos como privilegiar em promoções os militares “progressistas”, alinhados com a filosofia de esquerda e outro que pretendia moldar os currículos militares a visão de mundo usada pela esquerda brasileira. Sequer a presença de um ministro da defesa civil, portanto, ligado a um partido político, faz com que os militares se posicionem a favor de A ou B.

Em eventos de partidos políticos brasileiros aliados de José Dirceu predominam bandeiras de outros países, como Cuba, se faz exaltação de ícones estrangeiros, como Fidel Castro e Lênin e até se entoa hinos anti-pátria, como o da Internacional Comunista. É esse tipo de gente que tenta insinuar que militares brasileiros são entreguistas e anti-nação?

Ora, Zé. V.Sa não sabe mesmo do que está falando. Não possui conhecimento suficiente para interpretar o que é o espírito militar brasileiro. Certamente nunca se aproximou de uma bandeira nacional e prestou uma continência, ciente que está ali representada toda uma nação, com sua honrosa história, valores e potencial. Amamos essa pátria realmente. E desde a nossa juventude, quando levantamos nossas mãos em juramento solene, estamos prontos para sacrificar a nossa vida em seu favor se assim for necessário.

VSa se lembra bem, quando há algumas décadas estivemos ameaçados por maus brasileiros com o desejo de entregar nosso país à potencias estrangeiras, cuidamos de eliminar a ameaça sem a ajuda de ninguém. Somos o único país da América Latina que – ameaçado pelo comunismo – se higienizou de forma independente. Não devemos a estrangeiros a nossa liberdade e democracia.

Jamais servimos a facções e – repito – nunca dependemos e não pretendemos depender de ninguém de fora para nos ajudar a cumprir a missão. Portanto, não há “rabo preso” com ninguém. Há um único e simples interesse por parte dos militares das Forças Armadas Brasileiras: dedicar-se inteiramente ao serviço da Pátria.

Veja: Em 2018 MOURÃO será EXONERADO, transf. para a RESERVA e deve se candidatar para o CLUBE MILITAR

Robson A.DSilva – Militar R1 – Revista Sociedade Militar

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